Eu não agradeci o suficiente
Por ter me ferido
E nem esperado cicatrizar
Me fez perceber que pra seguir
Eu não posso me martirizar
Me lembre de te abraçar
E dizer que foi preciso mentir
Que foi preciso me agredir
Pra ver a verdade me machucar
E que sem as cicatrizes a sangrar
Eu não iria crescer
E não teria a chance de viver
Eu procurei tanto uma razão
Um motivo pra ir adiante
Quando dei por mim já estava distante
Foi o que fez tudo mudar
Eu não precisei de nada pra me atacar
Minhas unhas e dentes cravados n'alma
Ali meus sonhos perderam a calma
Não lembro mais como sonhar
O jantar de todas as noites estão frios
Pra poderem parecer como os rios
Que dos olhos escorriam
Enquanto os sonhos sumiam
Os joelhos tremem com força agora
Mas foi por tantas vezes levantar
Que o que quero continua no olhar
E assim que a trilha chegar ao fim
Espero fechar os olhos e sonhar enfim.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
terça-feira, 31 de março de 2015
Rascunho
Rascunho
Pois quando é sobre você
Não existe definição que a alcance.
Rascunho
Pois quando é sobre você
É preciso brincar de criar.
Rascunho
Pois quando é sobre você
É tudo que eu consigo fazer.
Rascunho
Pois quando é sobre você
Meus dedos não se movem como quero.
Rascunho
Pois quando é sobre você
Meu coração se acha em se perder.
Rascunho
Pois quando é sobre você
Não existe caminho pras linhas.
Rascunho
Pois quando é sobre mim
Apenas penso em você no meu
Rascunho.
Pois quando é sobre você
Não existe definição que a alcance.
Rascunho
Pois quando é sobre você
É preciso brincar de criar.
Rascunho
Pois quando é sobre você
É tudo que eu consigo fazer.
Rascunho
Pois quando é sobre você
Meus dedos não se movem como quero.
Rascunho
Pois quando é sobre você
Meu coração se acha em se perder.
Rascunho
Pois quando é sobre você
Não existe caminho pras linhas.
Rascunho
Pois quando é sobre mim
Apenas penso em você no meu
Rascunho.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Navegante a deriva
Eu estive tanto tempo a deriva
Não consigo ver o fim
Durante quase toda minha vida
O tempo passou assim
Tive que agradecer por acordar
Olhar pra todo canto esperando
Algo de qualquer lugar chegar
O cruzeiro do sul me acenando
Não foi sempre assim
Fui um homem amante do mar
Mas aqui hoje é tão frio
Quanto outro grande círculo polar
É de se surpreender que antes
Era apenas como qualquer outro dia
Se passaram mais de anos pra mim
Homem ao mar é o que sou
Deixado a libéluas e garças
Aqui onde já não alcançam as traças
Eu vejo o mundo todo azul
Onde tudo nele é cinza
Desde que tudo aconteceu
Esse seguindo a maré sou eu
Calos dos remos em mãos
Mais um dia se passa em vão.
Não consigo ver o fim
Durante quase toda minha vida
O tempo passou assim
Tive que agradecer por acordar
Olhar pra todo canto esperando
Algo de qualquer lugar chegar
O cruzeiro do sul me acenando
Não foi sempre assim
Fui um homem amante do mar
Mas aqui hoje é tão frio
Quanto outro grande círculo polar
É de se surpreender que antes
Era apenas como qualquer outro dia
Se passaram mais de anos pra mim
Homem ao mar é o que sou
Deixado a libéluas e garças
Aqui onde já não alcançam as traças
Eu vejo o mundo todo azul
Onde tudo nele é cinza
Desde que tudo aconteceu
Esse seguindo a maré sou eu
Calos dos remos em mãos
Mais um dia se passa em vão.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
De peito aberto
Seria mais simples se eu
Mais um, só um mortal comum
Tivesse as respostas pro meu breu
Pra apagar os pensamentos melhor
Do que esse copo de gelo e rum
Seria mais fácil se simplificasse
Mas a dificuldade é enraizada em nós
Sobre tudo se cada segundo não matasse
Mas é a mentira que se aplica
Quando estamos a sós
Preferia mil vezes morrer
A passar por isso de me procurar
Me achar entre papéis em que já escrever
Já não tem mais efeito em mim
Só me restando buscar
Uma razão pra ficar
Um motivo pra não esvaecer
E se aqui for meu lugar...
Por favor, não me deixe ser
Alguém pra sempre esperar
Cansado de deixar acontecer
Queria eu que a alma pudesse beber
Se embriagar de você por perto
Mas continue a sorrir sem ao menos perceber
Que estarei por seu valor
Pra sempre de peito aberto...
Mais um, só um mortal comum
Tivesse as respostas pro meu breu
Pra apagar os pensamentos melhor
Do que esse copo de gelo e rum
Seria mais fácil se simplificasse
Mas a dificuldade é enraizada em nós
Sobre tudo se cada segundo não matasse
Mas é a mentira que se aplica
Quando estamos a sós
Preferia mil vezes morrer
A passar por isso de me procurar
Me achar entre papéis em que já escrever
Já não tem mais efeito em mim
Só me restando buscar
Uma razão pra ficar
Um motivo pra não esvaecer
E se aqui for meu lugar...
Por favor, não me deixe ser
Alguém pra sempre esperar
Cansado de deixar acontecer
Queria eu que a alma pudesse beber
Se embriagar de você por perto
Mas continue a sorrir sem ao menos perceber
Que estarei por seu valor
Pra sempre de peito aberto...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Quando o céu perde as cores
A calmaria após a tempestade
É apenas um presságio
Do tempo que está por vir
A próxima calamidade
Tudo foi de encontro ao erro
E dele talvez consiga
Achar o fim que já tão certo
Tudo aponta o que não espero
O ar que volta dos pulmões
Ficar ali com os verbos
Na garganta arranhando
Pesa a todos os corações
E até o último fio de cabelo
Cada bala que sair do cano
O carinho do toque dos dedos
Virão juntos de algum pesadelo
Mas é preciso mais dessa força
Porque o céu irá fechar
Após um tempo se abrir
E basta esperar que acaba tudo numa poça...
É apenas um presságio
Do tempo que está por vir
A próxima calamidade
Tudo foi de encontro ao erro
E dele talvez consiga
Achar o fim que já tão certo
Tudo aponta o que não espero
O ar que volta dos pulmões
Ficar ali com os verbos
Na garganta arranhando
Pesa a todos os corações
E até o último fio de cabelo
Cada bala que sair do cano
O carinho do toque dos dedos
Virão juntos de algum pesadelo
Mas é preciso mais dessa força
Porque o céu irá fechar
Após um tempo se abrir
E basta esperar que acaba tudo numa poça...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Eu?
Quando mudou tudo em mim?
Despertou o que jurava nem ali habitar
E quando fui reparar no espelho
Aquele reflexo já não era familiar
O que aconteceu com esses olhos?
Como eles secaram desse jeito?
E quando foi que ficaram tão vazios?
O brilho eterno parece desfeito
E com semblante pesado e cansado
Desço os olhos por um instante
Aonde admirava pra me confortar
Quando outras mãos ficaram tão distante?
Lá dentro dos quartos da minha mente
Ficou tudo tão irreconhecível e bagunçado
As vozes gritam pela mudança repentina
E paredes gélidas de lá ruem lado-a-lado
A que ponto perdi o controle?
Me devolva o que é meu de direito
Minhas ilusões, asas pra voar
Afinal o que se passa dentro do peito?
Despertou o que jurava nem ali habitar
E quando fui reparar no espelho
Aquele reflexo já não era familiar
O que aconteceu com esses olhos?
Como eles secaram desse jeito?
E quando foi que ficaram tão vazios?
O brilho eterno parece desfeito
E com semblante pesado e cansado
Desço os olhos por um instante
Aonde admirava pra me confortar
Quando outras mãos ficaram tão distante?
Lá dentro dos quartos da minha mente
Ficou tudo tão irreconhecível e bagunçado
As vozes gritam pela mudança repentina
E paredes gélidas de lá ruem lado-a-lado
A que ponto perdi o controle?
Me devolva o que é meu de direito
Minhas ilusões, asas pra voar
Afinal o que se passa dentro do peito?
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