Coloca-me em uma encruzilhada
Não saberei que caminho tomar
Me enganei ao dizer nunca mais
Pois agora já é tarde
Às vezes "adeus" não trás soluções
Somos a história que vivemos,
E não o que contamos.
Como um diário de anotações frias
A alma foi jurada e corrompida
Este selo de ferro em brasa
Ainda queima meu espírito.
Mas não hesitarei em retirar
Pedra a pedra do meu caminho
Ele sabe o quão único cada um é,
Seguirei os instintos de uma fera
Assim como meus irmãos.
Irei ignorar todos os seres peçonhentos,
E se alguém cuspir em mim
Com certeza se arrependerá mais tarde
Em meu mundo negro
Devo seguir meus instintos, meus ideais.
Quando abrir os olhos para o mundo de luz
É quando encontrar o que jurei não procurar
Mas sim ao que meus instintos me guiaram.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Abismo
Caia em si mesmo
Não pense que tudo está desabando
Pois esse é só o começo
"O mundo é duro e cruel"
Deve pensar...
"Meu mundo são as pessoas...
A pessoa".
O alquimista deve procurar a razão
O artista o sentimento
E eu esqueci o que procurar.
Não me entenda mal...
Só sei que ambos florecem
Pouco a pouco quando olho pra imensidão
Uma simples vela poderia
Iluminar toda escuridão de uma noite?
Se as estrelas mentem
A Lua seria certamente falsa...
Sua pobre luz...
Quem já não se enganou com ela?
Essa luz já mandou vários para o abismo
E só os que tem coragem voltam de lá
Para ver a Lua e as estrelas...
Até o dia amanhecer
Assim podendo enxergar tudo a volta
Mas a noite sempre vem
E junto com ela
Nossa cegueira.
Fontes de energia
Há fogo sem fumaça a se ver
Surge como se pudesse me vencer
E me vence
Energia estranha correndo pelo corpo
Cambalhotas de todas minhas células
Você não sente?
Sorrindo por besteiras maiores que outras
Felicidade dentre outras tão simples
É beleza boba
Nós gritamos e sussurramos esperando
Qual a próxima reação do convidado
Eu nunca sei
Se minha voz não chegar a você
Você só precisa vir do meu lado
E te abraço
Caso isso não aconteça, sabemos pois é...
Tento mais uma vez por nós como sempre
E eu faço.
domingo, 14 de abril de 2013
Súplicas
Oh doce perfume
Preenche minha alma
Corrói as ilusões
Me tire o costume
Ah frágil dança
Mude esses passos
Faça me acelerar
Torne-me criança
Oh querida conhecida
Não me deixe só
Valha-me os segundos
Cresça minha vida
Ah linda noite
Ilumine de forma leve
Os suaves pensamentos
Desse teimoso errante.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Perguntas
Seria você o motivo de tantas coisas
Das coisas que mais gosto
A coisa que mais odeio
Dentre todas essas coisas?
E uma alguma história pra você contar
Contando mentiras além
Do que contou no passado
Há alguma pra se contar?
Com frieza para meu peito deve olhar
Garras em seus olhos
Olhando tão fixamente
Você me vê em algum olhar?
Ao alto da montanha nós vamos fugir
Fugindo de nós mesmos
Que a fuga nos permita pensar
Por que temos de fugir?
Veja bem meu caro amigo a triste penar
Essas penas são de anjos
Penosamente já se foram
Será que estivemos a penar?
Não vivia a principio a todos agradar
Se me agrada de cogitar
Que conseguirei um agrado
Só de te alguma forma agradar?
sábado, 6 de abril de 2013
Aquelas flores
Eu perdi algumas flores pelo caminho
Não estava levando elas comigo
Elas estavam do nosso lado
Só deixamos de dar-lhe a atenção
Lembro de uma vez as folhas no chão
Você sorria sem motivos brincando
Uma vida simples passava diante os olhos
Aquela forma de expressão tão bonita
Gestos que não podiam ser escritos
E ainda assim não senti o cheiro daquelas flores
Aquele amarelo vibrante entre cores ofuscadas
Por toda a sua cor boba sem sentido
Talvez fizesse parte da minha alma
Acho que você sentia tudo a sua volta
Mas não voltamos nosso foco para isso
Perdemos tempo demais sendo egoístas
Amando cada segundo de todo aquele momento
Sem se dar a conta de um mundo todo
Que não dava conta de nós quando queriámos
Assim vou vivendo todo dia agora
Olhando as flores que não vimos
Ouvindo tudo o que o vento tem a dizer
Com o cheiro daquelas flores.
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