quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Meu sono
Querido sono
Me pegue
Me leve
Me mate
Depois um dia
Me deixe
Me abandone
Me odeie
E no processo
Me sacode
Me incomode
Me foge
E ao meu respeito
Me ignore
Me amole
Me ame
Mas jamais tarde.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Pedaços de respiração
Cada músculo de sua bochecha dói
Mas não por ser de verdade
Sim por ter que fazer isso
Você se rasga por dentro
Morre a cada brilho gasto
E sonhos são o que dão vida
Mas a realidade não te liberta
Esses momentos que cercam
Talvez devessem acertar a mão
Pois ali esteve tudo
Juntamente com um grande pedaço de nada
Que despedaça cada respiração
Um segundo é tanto tempo
Pra um tempo que não existe
Quando se quer dizer algo
Sempre que esta mentira lhe convém
Uma vez que estão juntas
O passado fica marcado nas veias
Ferro em brasas no coração
Mais uma das mil marcas
Nenhuma maior que aquela
Com aquele ar de adeus
Soma mais uma despedida a alma
Nem o vento irá trazer
Todo o ar frio que precisa.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Aquelas vezes
Cuspo agora todos os dentes
Que me fizeram engolir
Mas ainda sim sua boca sangra
Distante da dor de fugir
Próximo demais de agonia de estar
Algumas vozes ecoam em mim
Não são pessoas, nem demônios
Os anjos eu ignoro desde sempre
Pois é aí que me vejo
Suspiros sussurram lentamente
Me cubro de novo pra esquecer o frio
E lembro de olhar lá dentro
E ver que ainda estou gelado
As arcadas ecoam entre si, rangem
Não lembro de ter nascido ou vivido
Uma simples falha, ou um erro feito
Mal chega a vida e mal vai embora
Bem me quer o mal me quer
Não há falhas se já é falho
E a temperatura estabiliza
Quando sinto que ainda vivo.
Que me fizeram engolir
Mas ainda sim sua boca sangra
Distante da dor de fugir
Próximo demais de agonia de estar
Algumas vozes ecoam em mim
Não são pessoas, nem demônios
Os anjos eu ignoro desde sempre
Pois é aí que me vejo
Suspiros sussurram lentamente
Me cubro de novo pra esquecer o frio
E lembro de olhar lá dentro
E ver que ainda estou gelado
As arcadas ecoam entre si, rangem
Não lembro de ter nascido ou vivido
Uma simples falha, ou um erro feito
Mal chega a vida e mal vai embora
Bem me quer o mal me quer
Não há falhas se já é falho
E a temperatura estabiliza
Quando sinto que ainda vivo.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
O sorriso mais sujo do mundo
Um outro dia se passa
Visto mais uma pele
Escovo o sorriso
Mais sujo do mundo
E lembro de voltar
A esfregar esses olhos imundos
Embaçados com água
Sinto ela salgada caindo nos lábios
Ignoro ela de novo como sempre
E assim começa um dia
Que não tem fim
O trabalho, a bebida, os amigos
São sempre bem-vindos
Mas bem-vinda seja a mágoa
Que vem a minha porta do quarto
Me deixa ter tempo
De olhar pra ela, deitar com ela
E finalmente acordar
Com o gosto salgado dela.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Passe
Te enviei não querendo que fosse
Mas queria que chegasse
Que quem te enviasse
Os sentimentos pudesse
Em cada fio passasse
E que tu sentisse
Todos os medos que tivesse
Se você não medisse
Tudo o que dissesse
Talvez um medo ou outro viesse
Mas uma vez que me emudece
Um coração abrisse
Uma boca fechasse
E o mundo inteiro então acabasse
E minha visão visse
O que ninguém imaginasse
Um rosto que não só passasse
Mas que a minha frente ficasse
E o mundo inteiro de novo se apagasse.
Mas queria que chegasse
Que quem te enviasse
Os sentimentos pudesse
Em cada fio passasse
E que tu sentisse
Todos os medos que tivesse
Se você não medisse
Tudo o que dissesse
Talvez um medo ou outro viesse
Mas uma vez que me emudece
Um coração abrisse
Uma boca fechasse
E o mundo inteiro então acabasse
E minha visão visse
O que ninguém imaginasse
Um rosto que não só passasse
Mas que a minha frente ficasse
E o mundo inteiro de novo se apagasse.
Caixinha de sentimentos
Pedi pra te mandarem
Beijos e abraços
Embalei tudo numa caixinha
Chamada de amor
E usei muita saudades
Pra poder embalar
O selo que eu colei
Com um punhadinho de carinho
Não foi pra chorar
Mas uma lágrima pequena
Foi com aquela caixinha
Porque as outras
Ficaram aqui comigo
Pra lembrar de você
Quando eu quiser abrigo.
Beijos e abraços
Embalei tudo numa caixinha
Chamada de amor
E usei muita saudades
Pra poder embalar
O selo que eu colei
Com um punhadinho de carinho
Não foi pra chorar
Mas uma lágrima pequena
Foi com aquela caixinha
Porque as outras
Ficaram aqui comigo
Pra lembrar de você
Quando eu quiser abrigo.
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