Eu precisava de algum lugar
Pra lavar meu coração
Não ousaria tentar em algum lar
Pois as águas mais limpas
Se tornariam manchadas
Esperei tanto nesse lugar
Que as folhas que eu lia
Sumiram da minha visão
Enquanto meus ossos se tocavam
Já em corrosão
Guiei minha vida ao lugar
Onde ninguém me encontrava
A não ser alguém como você
Que se eu sumisse
Em mim sempre estava
Fuji pra não pagar
Os atos que deixei
Pelas cenas que pude atuar
Mas os versos que falei
Alguém irá lembrar
Apaguei a história pra não apagar
Os que sempre amei
Puderam ir ao fundo de lá
Daquele vazio que deixei
Que ficou após me limpar.
O que restou pra me apegar
Foi um coração que sangrei
Ao qual não pude mais olhar.
sábado, 28 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
Dia
A cada palavra eu sofria
E a cada linha que escrevia
Minha vontade de você sumia
E meu coração se perdia
Mais uma vez eu suspirei
Dentre as mil outras que soprei
Dente-de-leão não é dente de rei
Foi só outra flor que te deixei
Abri a janela esperando o sol entrar
Uma espécie de esperança quis raiar
Olhei pra aquele nosso céu a chorar
Será que eu podia meus olhos esfregar?
Será que minha cama sempre foi vazia?
Como será que a minha vida ia?
Tanta coisa pra mudar havia
Por onde tudo começaria?
Porque no banho de chuva que tomei
Minha tristeza com os pingos misturei
E assim ninguém viu o que chorei
O que escorria no rosto não mostrei
E a cada linha que escrevia
Minha vontade de você sumia
E meu coração se perdia
Mais uma vez eu suspirei
Dentre as mil outras que soprei
Dente-de-leão não é dente de rei
Foi só outra flor que te deixei
Abri a janela esperando o sol entrar
Uma espécie de esperança quis raiar
Olhei pra aquele nosso céu a chorar
Será que eu podia meus olhos esfregar?
Será que minha cama sempre foi vazia?
Como será que a minha vida ia?
Tanta coisa pra mudar havia
Por onde tudo começaria?
Porque no banho de chuva que tomei
Minha tristeza com os pingos misturei
E assim ninguém viu o que chorei
O que escorria no rosto não mostrei
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