A calmaria após a tempestade
É apenas um presságio
Do tempo que está por vir
A próxima calamidade
Tudo foi de encontro ao erro
E dele talvez consiga
Achar o fim que já tão certo
Tudo aponta o que não espero
O ar que volta dos pulmões
Ficar ali com os verbos
Na garganta arranhando
Pesa a todos os corações
E até o último fio de cabelo
Cada bala que sair do cano
O carinho do toque dos dedos
Virão juntos de algum pesadelo
Mas é preciso mais dessa força
Porque o céu irá fechar
Após um tempo se abrir
E basta esperar que acaba tudo numa poça...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Eu?
Quando mudou tudo em mim?
Despertou o que jurava nem ali habitar
E quando fui reparar no espelho
Aquele reflexo já não era familiar
O que aconteceu com esses olhos?
Como eles secaram desse jeito?
E quando foi que ficaram tão vazios?
O brilho eterno parece desfeito
E com semblante pesado e cansado
Desço os olhos por um instante
Aonde admirava pra me confortar
Quando outras mãos ficaram tão distante?
Lá dentro dos quartos da minha mente
Ficou tudo tão irreconhecível e bagunçado
As vozes gritam pela mudança repentina
E paredes gélidas de lá ruem lado-a-lado
A que ponto perdi o controle?
Me devolva o que é meu de direito
Minhas ilusões, asas pra voar
Afinal o que se passa dentro do peito?
Despertou o que jurava nem ali habitar
E quando fui reparar no espelho
Aquele reflexo já não era familiar
O que aconteceu com esses olhos?
Como eles secaram desse jeito?
E quando foi que ficaram tão vazios?
O brilho eterno parece desfeito
E com semblante pesado e cansado
Desço os olhos por um instante
Aonde admirava pra me confortar
Quando outras mãos ficaram tão distante?
Lá dentro dos quartos da minha mente
Ficou tudo tão irreconhecível e bagunçado
As vozes gritam pela mudança repentina
E paredes gélidas de lá ruem lado-a-lado
A que ponto perdi o controle?
Me devolva o que é meu de direito
Minhas ilusões, asas pra voar
Afinal o que se passa dentro do peito?
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