segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Quando o céu perde as cores

A calmaria após a tempestade
É apenas um presságio
Do tempo que está por vir
A próxima calamidade

Tudo foi de encontro ao erro
E dele talvez consiga
Achar o fim que já tão certo
Tudo aponta o que não espero

O ar que volta dos pulmões
Ficar ali com os verbos
Na garganta arranhando
Pesa a todos os corações

E até o último fio de cabelo
Cada bala que sair do cano
O carinho do toque dos dedos
Virão juntos de algum pesadelo

Mas é preciso mais dessa força
Porque o céu irá fechar
Após um tempo se abrir
E basta esperar que acaba tudo numa poça...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Eu?

Quando mudou tudo em mim?
Despertou o que jurava nem ali habitar
E quando fui reparar no espelho
Aquele reflexo já não era familiar

O que aconteceu com esses olhos?
Como eles secaram desse jeito?
E quando foi que ficaram tão vazios?
O brilho eterno parece desfeito

E com semblante pesado e cansado
Desço os olhos por um instante
Aonde admirava pra me confortar
Quando outras mãos ficaram tão distante?

Lá dentro dos quartos da minha mente
Ficou tudo tão irreconhecível e bagunçado
As vozes gritam pela mudança repentina
E paredes gélidas de lá ruem lado-a-lado

A que ponto perdi o controle?
Me devolva o que é meu de direito
Minhas ilusões, asas pra voar
Afinal o que se passa dentro do peito?