domingo, 19 de maio de 2013
Refém da história
Posto que ainda vivo
Cheio de dores e tantos horrores
Alguma coisa sinto que devo
E não só a meus amores
Sorte a luz da noite
Que pode a luz nos dar e nos iluminar
Partilhando conosco num instante
Formas de nos diferenciar
Lembrando de nós juntos
Sentados sob aquela luz que nos seduz
Olhando para o céu, respiramos
E a só isso a história reduz
Parte de mim ainda chora
Mas eu sei que vou além do que me detém
Ainda que haja pro final demora
Eu sei que da história não sou refém.
sábado, 18 de maio de 2013
Mentiras entre linhas
Algumas mentiras ditas
Somente algumas entre as linhas
Que não pude dizer
Com todo meu querer
Falhas tão erradas
Que se pudesse apagá-las
Sumiriam na existência
Dando a minha vivência
Um destino de ser
Ou uma razão pra viver
Visão tão rasa dessa superfície
Que mesmo que eu analise
Não seria nem um pouco capaz
De dizer a um bom rapaz
O que se passa nessa lógica
Que tendo essa ótica
Digo a mim mesmo pra não mais pensar
E uma vez mais descartar
Talvez não seja o momento
Mas eu fico cada vez mais sedento
Pra cada passa que vejo
Penso em mais um beijo
Mas assim que abro os olhos
Morro em todos segundos
O que pode me salvar agora
Força que não vem de fora
Fecho assim mais um texto
Que sofro com êxito.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Ideia serena
Estive tão perdido aqui dentro
Entre quatro paredes
Num quarto do meu pensamento
Não há um caminho que não dê sede
Uma força que não sente
Te move a mim
Além do presente
Flores de lírio eu lembro
Estrelas brancas do dia
Sobre o teto do apartamento
Pelo leve soar daquela sinfonia
O mal que não via
Sumiu de mim
Como fantasia
Mais um roncar do estômago
Esperando um momento
Que me livre do âmago
De tudo que me trouxe o tormento
Um pouco do sentimento
Surgiu em mim
Naquele ato.
O desfecho de mais uma cena
De palmas dentre a zona
Que por enquanto drena
De pessoas que servem a quem reina
Ao senhor que não tem pena
Segue-se ao fim
Ideia serena.
domingo, 12 de maio de 2013
Sem nem mesmo falar
Carro desgovernado
A toda, numa contra-mão
Trem descontrolado
Saindo do trilho sem direção
Pulso errôneo
Palpite cutâneo
Não escuta voz
Que salva a nós
Tão ofegante
Que parece sofrer
Terror distante
Ainda tenta viver
Fazendo errado
Firmando um fardo
De estar além
Sem nenhum alguém
Sobre o que pode ser
Ninguém tem certeza
Mentiras a se dizer
Sem verdades com clareza
Instantes finais
Créditos especiais
A quem pôde amar
Sem nem mesmo falar.
sábado, 11 de maio de 2013
Número de sorte
Deleite
Do leite
E deite
Inocente
Só sente
Se mente
Enfeite
Me aceite
Não peite
Escrito
No grito
Já aflito
Cansado
Foi picado
E inchado
Descontrair
No polir
Do sair.
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