domingo, 31 de agosto de 2014

Ir

Eu não preciso estar aqui
E você pode realmente ir
Porque é o que tu sempre quis
O futuro não é sempre um bis

Nunca fui de retalhar
Mas quando a balança desigualar
Mudanças são sempre requeridas
Nem que pra isso abram-se feridas

E as ondas que levam tudo
Levaram o meu medo do escuro
E o terror de perder
Eu sei que posso vencer

O mesmo discurso parece
A toda conversa um alguém padece
E esse alguém não pode existir
Pois aqui esse mal não deveria residir

A força deveria estar
Nos corações daqueles a se importar
Mas as sombras que os cegam
São as que se notar libertam.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O inverno, o peito

Onde antes havia luz
Hoje ali nada se produz
A terra deixou de criar
As sementes jogadas a semear

O inverno chega a quem teme
E ninguém percebe quando a mão treme
Que as sombras que estão lá fora
São o reflexo do que não foi embora

O cansaço em sua visão
É por demais soar o coração
Se o sopro da alma vier
Pararão assim que puder

E mesmo que a primavera venha
Que a todos forneça a lenha
Apenas um bom gesto irá fazer
O frio em seu peito desaparecer