segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O inverno, o peito

Onde antes havia luz
Hoje ali nada se produz
A terra deixou de criar
As sementes jogadas a semear

O inverno chega a quem teme
E ninguém percebe quando a mão treme
Que as sombras que estão lá fora
São o reflexo do que não foi embora

O cansaço em sua visão
É por demais soar o coração
Se o sopro da alma vier
Pararão assim que puder

E mesmo que a primavera venha
Que a todos forneça a lenha
Apenas um bom gesto irá fazer
O frio em seu peito desaparecer

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