A vida ensina da pior maneira que tudo é momento
Aqui e agora é o que temos, que passou na vírgula
Passou na pausa, na respiração, no sentimento
No destino traçado por nós com a mão trêmula
Aquilo que foi bom continuará num passado pálido
Como as paisagens de uma estrada que passam rápido
E o que foi ruim sobrará no entanto
Como os buracos que nos irritaram tanto
E ao final tudo é passageiro
Somos eu, você e o mundo
Passageiros do estrangeiro
De cada caminhar do segundo
O relógio me faz questão de lembrar
Que enquanto eu conseguir respirar
Eu estarei olhando tudo passar
Atuando onde puder participar
Nossos corpos nos tornam momentâneos
A olheira em baixo dos olhos inchados
Pode ser seguida de sorrisos espontâneos
Juntos terminamos sempre calejados
De resultados instantâneos
E finais esperados.