sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Num piscar de olhos

A vida ensina da pior maneira que tudo é momento
Aqui e agora é o que temos, que passou na vírgula
Passou na pausa, na respiração, no sentimento
No destino traçado por nós com a mão trêmula

Aquilo que foi bom continuará num passado pálido
Como as paisagens de uma estrada que passam rápido
E o que foi ruim sobrará no entanto
Como os buracos que nos irritaram tanto

E ao final tudo é passageiro
Somos eu, você e o mundo
Passageiros do estrangeiro
De cada caminhar do segundo

O relógio me faz questão de lembrar
Que enquanto eu conseguir respirar
Eu estarei olhando tudo passar
Atuando onde puder participar

Nossos corpos nos tornam momentâneos
A olheira em baixo dos olhos inchados
Pode ser seguida de sorrisos espontâneos
Juntos terminamos sempre calejados
De resultados instantâneos
E finais esperados.