quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Eu?

Quando mudou tudo em mim?
Despertou o que jurava nem ali habitar
E quando fui reparar no espelho
Aquele reflexo já não era familiar

O que aconteceu com esses olhos?
Como eles secaram desse jeito?
E quando foi que ficaram tão vazios?
O brilho eterno parece desfeito

E com semblante pesado e cansado
Desço os olhos por um instante
Aonde admirava pra me confortar
Quando outras mãos ficaram tão distante?

Lá dentro dos quartos da minha mente
Ficou tudo tão irreconhecível e bagunçado
As vozes gritam pela mudança repentina
E paredes gélidas de lá ruem lado-a-lado

A que ponto perdi o controle?
Me devolva o que é meu de direito
Minhas ilusões, asas pra voar
Afinal o que se passa dentro do peito?

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