terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

De peito aberto

Seria mais simples se eu
Mais um, só um mortal comum
Tivesse as respostas pro meu breu
Pra apagar os pensamentos melhor
Do que esse copo de gelo e rum

Seria mais fácil se simplificasse
Mas a dificuldade é enraizada em nós
Sobre tudo se cada segundo não matasse
Mas é a mentira que se aplica
Quando estamos a sós

Preferia mil vezes morrer
A passar por isso de me procurar
Me achar entre papéis em que já escrever
Já não tem mais efeito em mim
Só me restando buscar

Uma razão pra ficar
Um motivo pra não esvaecer
E se aqui for meu lugar...
Por favor, não me deixe ser
Alguém pra sempre esperar
Cansado de deixar acontecer

Queria eu que a alma pudesse beber
Se embriagar de você por perto
Mas continue a sorrir sem ao menos perceber
Que estarei por seu valor
Pra sempre de peito aberto...

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