quarta-feira, 8 de março de 2017

Estrutural

Quando me perguntei o que aconteceu
Esse tempo todo que passou
Eu pude perceber que não foi só eu
O único a perder, a me perder
Mas eu sei que estou a me encontrar
Perdidos é como ficamos
Eu sem seu sorriso
E você sem sorrir
Por que é que ficamos amargurados?
Se nunca quisemos ficar machucados
Eu não paro de me questionar
O que vai ser daqui pra frente?
A vida que me surpreende
Pode acabar a qualquer momento, de repente...
Eu devo procurar o mundo e me frustar?
Eu devo deixar o vento me levar?
O coração sopra lentamente os sussurros
E eu quero escutar de forma sincera
Sem ficar tanto tempo a espera
O que está por vir?
Quando é a hora exata para eu ir?
Quanto tempo vai levar pra tudo sumir?
Tudo é uma certa quantidade de momento
E eu não quero olhar pra trás e dizer que lamento...
Meu travesseiro escuta demais meu pensamento...
E toda vez que durmo eu escuto
Cada dia vindo lentamente perturbado
Por questões que sempre estarão ao meu lado
Eu fico feliz em ver que segue
O que é a vida se não alvo pra ser leve?
Então me leve...
Embora da sua mente, me deixa ir embora
Embora eu não queira, embora eu sinta a minha queixa
Porque é sempre tão difícil dizer adeus?
A ideias, a sentimentos, e mesmo a Deus?
Nós somos só poeiras das estrelas
E nos encontramos aqui, então estou tão feliz
Que com as chances tão pequenas
Nossos caminhos se cruzaram mesmo que por um triz
Mas sempre há uma hora de partir
E eu sei que temo e tremo por ela
O que acontece?
Com o que a teia do destino tece?
Tudo é aprendizado
E aprendi que eu estive quebrado
Que sou arquiteto da minha própria estrutura da vida
E que se for pra continuar a construir
Eu estarei de mãos sujas até a minha partida.

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