É o ar que já ficou preso
Estagnado em nossos peitos
Formam o fim dos tempos
E a cada tentativa distante
Frustrada se corrói sempre
Como o ferro da armadura da alma
Enferrujando sem perder a calma
Deixando sob exposição a falha
Que somos diante o que importa
O todo sendo o próprio e único ser
Perdeu o propósito de viver
E tudo o que se tornaria distinto
Se perdeu no infinito
Ao olhar a escuridão distante do céu
E não olhar as luzes
Faz de si mesmo culpado o réu
O cenho franzido não ajuda
Se a vida que está pesada
Mais que o peso de uma pena
Torna-se impossível voar
Impossível pelo vento se levar
E o vento é como o tempo
Onde cada poeira é um momento
Não pesar antes de se sujar
Assim o vento irá limpar
E tudo há de continuar
Para fatal e finalmente
Um dia cair e o movimento cessar.
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